20081215



não me pre.ocupo

(a existência das meninas-sono resume-se ao acordar. a versão resumida dos acontecimentos é inevitável já que, repito mais uma vez, a Alice está muda. daí que não exista necessidade de comer pedaços de lua, mesmo que noutras mãos, se o coração está bem arrumadinho dentro de uma gaveta, juntamente com o esqueleto, num cabide. sorriem quando ouvem pianos e saltam dentes nas paredes rôxas, a tinta de esferográfica é falível. tinta permanente, depois da agulha queimada passar repetidamente na pele. os lunáticos partilham vinho e histórias sem tempo e sorriem. de qualquer forma, o meu coração ainda palpita e isso deixa-me sentir viva ainda que nauseada pelo amor que não evapora daqui. tudo o resto é treta. e agradeço, a quem o aceitar, por isso.)

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