20090608

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o que mais a cansava, era esta tentativa repetitiva que as pessoas tinham de negar a falta que sentiam das pequenas coisas cintilantes. coisas que procuravam apagar da memória, para respirar melhor e dormir no descanso do vazio da normalidade. coisas que escondiam no fundo das peúgas e, secretamente, lhes faziam cócegas impedindo-as de andar em condições.


o que mais a cansava, era esta tentativa repetitiva que as pessoas tinham de se fazer ouvir, atropelando berros em palavras, para se fazerem ouvir melhor entre iguais. mas cansava-a também o silêncio distanciado.


o que mais a cansava, não era a solidão em si, mas o abandono fortuito aos dias nimbulosos.

de pernas para o sol,


-e se eu amar mais um Judas?


-e se amares as paredes vermelhas?


- e se eu amar todas as quedas, antes da morte Circuncisada?


-e se não quiseres mais cortar o cabelo com a tesoura dos olhos?


ria-se.


-estrelas esféricas em explosões entre esfenoides.


-oh, espelhos basilares do sossego e fragilidade das tais flores-neve.


5 meninas em vestidos papoilados numa dança feérica à sua volta, virada de pernas para o sol, suspirava o campo pelas narinas até que as cidades se dissolvessem no ralo oceânico.

1 comentário:

Sr. Jeremias disse...

tantos são os que não andam em condições...