20091105


.para não mais ser consumida.
não só estar fora de tempo
como não trazer data de validade na testa
.a morada.
sob
a
abóbada celeste
.da paz octaviana.
sabe lá a cria
de argolas douradas,
nem da que se promete, nem da que dizem existir
.na quimera.
a tranquilidade nocturna
ou o sonambulismo diário.
.as palavras todas.
ou acontecer
.ser.

1 comentário:

mafalda disse...

(o bom do "nada" é que acaba por ser tão utópico quanto é o tudo, talvez sejá só ou sobretudo uma questão de perspectiva, não?)

um beijinho*