quero escrever-te todos os poemas
antes de me esgotar
porque tenho um atraso demente
choro na reminiscência do teu cheiro
sem saber porquê
sem querer questionar
agarro-me ao espaço vazio que ficou
vagueio sob a forma de fantasma
procuro-te o corpo e durmo de braços dados com sonhos alucinados
ou insónias que me desarrumam o pensamento
40 homens que me pegaram pelos braços, me arrastaram e me espancaram contra uma porta, perguntaram-me que raio é que se passava comigo, eu cuspia sangue e dentes, sem falar, voltava à realidade em murmurios de uma cozinha cor-de-nada e agachava-me para brincar com um igual, um bicho, a luz quebrava-me o negro e a música no exterior não se ouvia porque as janelas estavam fechadas, de vez em quando punha a cabeça de fora e sorria, outras ficava com a testa encostada no vidro e chorava. abraça-me a cintura e beija-me o ombro direito.
um grito mal parido na minha garganta
um amor que não me deixa esquecer nada
quero dar-te uma flor. quero que a comas.
que se aconchegue na parede do teu estomago
que se torne um jardim
que se expanda
stop.
digo disparates. recapitulo. fico-me, ao pé coxinho, nas entrelinhas de Deus.
e desejo dar-te a mão.
apenas.
como uma primeira vez.
20080729
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1 comentário:
um texto cujo titulo e um i.. I!
HEhehe
como estás amiga? já tás de ferias? que queres fazer nos teus anos? beijo
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