a o a c a s o
(comme le vampirisme)
ele despe-a lentamente e morde-a ainda mais devagar. vai-lhe cravando os dentes até sentir o sabor a ferro. até encostar os incisivos na costela direita. ela grita.
adormecem a meio da dor alucinada.
quando acorda entre garrafas de vinho e bilhetes de autocarro
na casa vazia, olha-se ao espelho.
falta-lhe o seio direito,
como substituto encontra um lápis virado do avesso.
enforca-se numa gravata imaginária.
20081025
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